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Thursday, February 7, 2019

Fibromialgia tem cura!

O que é Fibromialgia?


Fibromialgia é uma síndrome comum, na qual a pessoa sente dores por todo o corpo durante longos períodos, com sensibilidade nas articulações,  nos músculos, tendões e em outros tecidos moles. Junto com a dor, a pessoa sente fadiga, distúrbios de sono, dores de cabeça, depressão e ansiedade. A Fibromialgia é considerada incurável e as causas são desconhecidas.

A abordagem terapêutica tradicional :
O tratamento tradicional tenta administrar as dores com exercícios, medicamentos antidepressivos e analgésicos, medicamentos para dormir e terapia cognitivo-comportamental para reconhecer quais pensamentos e comportamentos agravam os sintomas.

Uma abordagem inovativa:
Na minha prática clínica de 19 anos, trabalhando com um método terapêutico que vai na raiz dos sintomas, percebi que traumas, culpas, raiva, tristeza, rancor, tudo que não foi resolvido no passado atrapalha o funcionamento do organismo. Para uns perturba o intestino, para outros a respiração, e muitos sentem dores. Dores, que são fruto de tensão nervosa de assuntos não resolvidos do passado. Traumas amarram a pessoa através da emoção presa naquele momento. Quando acesso os traumas através do meu método  (EMDR-J), o paciente sente dores, sentimentos e sensações que acompanham o trauma. Conforme o trauma é processado, a cena do trauma se transforma em uma lembrança, os sentimentos acalmam e as sensações e dores associadas desaparecem. Para reestabelecer as funções normais do organismo, uso produtos da Medicina quântica como Neurovit, Traumavit, Artralis e Criativia. Esses produtos não tem efeitos colaterais e não representam nenhum risco. Conforme o tratamento vai avançando o paciente experimenta uma melhora do sono, das dores e do ânimo.

Fibromialgia tem cura, sim! Mas é preciso usar um método que vai nas raízes do problema!

Monday, April 25, 2016

Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 5)

Introdução:
O relato seguinte é o transcrito da quinta e última sessão metafórica da paciente apresentada no artigo "Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 1)".

Fotografia de Jörg Garbers

Quinta sessão
A patiente está em pé em cima de uma colina verde olhando para o mar, segurando a caixa das memórias nas suas mãos. Ela queima a caixa num fogo grande. A madeira está quebrando e a caixa explodindo, transformando em cinzas. O vento leva as cinzas. Chuva está lavando as cinzas para o mar. A paciente se sente em paz.

Conclusão:
A paciente conseguiu processar em cinco sessões um período muito traumático da sua vida. Uma gravidez indesejada, um aborto forçado, a perda do seu namorado e um diagnóstico com HIV são acessados e sentimentos dolorosas são processados. A paciente conseguiu ao decorrer do processo terapêutico aceitar o que aconteceu e deixar os acontecimentos traumáticos no passado.

Saturday, April 16, 2016

Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 4)

Introdução:
O relato seguinte é o transcrito da quarta sessão metafórica da paciente apresentada no artigo "Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 1)". Eu vou continuar nas próximas semanas a descrever o desenrolar das sessões seguintes. Acompanhem o processo de cura em forma de imagens impactantes!

Fotografia de Jörg Garbers

Quarta sessão
A paciente me conta que está se sentindo mais calma. A traição da sua madrinha ainda a incomoda. Ela sente indignação, nojo e vergonha. Seu pai falou para eles e eles falaram para a sua sogra. A paciente visualiza uma bola pesada. Ela sente alívio. A bola está mudando, ficando menor e mais clara. De repente a bola aumenta de novo. A paciente  sente nojo e vergonha. A respiração fica difícil.  As sensações estão diminuindo, ficando mais distantes. Ela ainda se sente mal quando se imagina embaixo da coberta, A sensação  ruim está diminuindo. "Está tudo no passado. Eu não posso mudar nada." Ela se sente de luto, sufocada e cansada. Sensações e lembranças estão distantes. A paciente coloca as sensações e lembranças remanescentes dentro de uma caixa. Tudo cabe. A caixa está pesada. Ela conhece o conteúdo da caixa: a perda do seu namorado, o aborto, o HIV diagnóstico, a vergonha e a fofoca. Ela põe a caixa num baú e o tranca. A chave está queimando na sua mão. Ela solta a chave e a coloca em cima da mesa. A sensação é desagradável. Ela arremessa a caixa num fogo, mas a caixa não está queimando. A caixa está derretendo, ficando preta como carvão, mas mantendo a forma.


Semana que vem leia a continuação das sessões!


Monday, April 11, 2016

Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 3)

Introdução:
O relato seguinte é o transcrito da terceira sessão metafórica da paciente apresentada no artigo "Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 1)". Eu vou continuar nas próximas semanas a descrever o desenrolar das sessões seguintes. Acompanhem o processo de cura em forma de imagens impactantes!

Fotografia de Jörg Garbers

Terceira sessão
A bola pulou. A paciente sente um peso nos ombros. Seu pai não deveria ter falado nada. Agora os parentes a olham diferente. Ela se sente agoniada, com dor de barriga e falta de ar. Ela visualiza um fogo gigante. A paciente não quer contato com esses parentes. Ela não sabe se ela tem a coragem de falar para eles da sua mágoa. A sua garganta fecha. Ela não consegue falar. Ela sente muita raiva e visualiza contar para sua sogra. Ela sente muita tristeza e raiva. Eles não tiveram consideração por ela. Ela confiou neles. A paciente sente agonia e seu corpo coça. Ela se vê dentro de um fogo. Ela sente indignação. Ela se sente pequena. Os outros estão grandes. Ela se vê embaixo da coberta, desejando se esconder num buraco. A garganta da paciente dói. Ela está agoniada. Ela se esconde embaixo da sua coberta e tenta pensar em nada. Ela deseja desaparecer. "Eu sou nada!" Sua agonia está diminuindo. Ela está escondida no seu buraco, encolhida.


Semana que vem leia a continuação das sessões!

Monday, April 4, 2016

Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 2)

Introdução:
O relato seguinte é o transcrito da segunda sessão metafórica da paciente apresentada no artigo "Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 1)". Eu vou continuar nas próximas semanas a descrever o desenrolar das sessões seguintes. Acompanhem o processo de cura em forma de imagens impactantes!


Fotografia de Jörg Garbers 


Segunda sessão
A paciente está sentindo dor física. Seu peito dói. Ela se sente sufocada. A falta de ar aumenta e seu estômago dói. A falta de ar está diminuindo. A paciente sente tensão na nuca e nos ombros. Os sintomas passam. O movimento está passando. A paciente se sente bem melhor. Levei a paciente de volta para o período depois do diagnóstico. A paciente sente que tudo está perdido. O seu estômago e peito estão doendo. Quando pensa no seu namorado, ela sente vontade de chorar. Ela se sente sufocada. Alguma coisa travou. Ela se sente desesperada embaixo da coberta. "Isso não deveria ter acontecido comigo!" A paciente está chorando. Quando ela foi diagnosticada com HIV, a sua vida parou. Ela parou de evoluir e fazer cursos. O seu pai parou a vida dela. Ela não evoluiu mais. A paciente se sente presa na idade quando tudo aconteceu. Ela se sente braba e triste. "Os outros evoluíram e eu estou presa! O que vai acontecer comigo agora?" A paciente se vê embaixo da coberta, braba com o seu pai que falou do diagnóstico para toda família. Quando a paciente noivou, parentes alertaram o seu noivo e a sua sogra que ela era problemática. O seu marido a contou anos depois. Ela se feriu muito com esses comentários e se distanciou desses parentes. O peito da paciente está doendo.


Semana que vem leia a continuação das sessões!

Monday, March 28, 2016

Terapia metafórica: Viver com HIV (parte 1)

Apresentação da paciente:
A paciente tinha quinze anos, quando ela engravidou do seu primeiro namorado. Assim que a sua mãe soube da gravidez, ela deu uma surra na filha e a arrastou para uma clínica de aborto. A paciente mal tinha se recuperado do acontecido, quando ela foi diagnosticada com HIV. Ela entrou em depressão profunda, se isolou completamente do namorado e da sua família e sofreu anos em silêncio.

Fotografia de Jörg Garbers


Primeira sessão
Quando a paciente acessa o período quando tudo aconteceu, ela visualiza uma bola grande. Ela sente desespero, mas também consolo lembrando que seu namorado a prometeu apoia-lá e casar com ela. A paciente lembra que não queria falar com ninguém nem no telefone. Seu médico contou para outros do seu diagnóstico de HIV e assim causou fofoca. Mas depois a fofoca passou. Quando a paciente lembra do tempo quando tudo começou, ela sente medo, um peso nos ombros e a sensação de perda. Ela perdeu tudo e se isolou. Ela sente um frio na barriga. "O que vai acontecer comigo agora?" A paciente quase não tem lembranças dessa época. Ela só se lembra chorando. A paciente se sente trêmula, se escondendo embaixo da sua coberta como numa cova, desejando se transformar em pedra. Ela se sente paralisada, desejando a sua morte, mas incapaz de planejar nem mesmo o seu fim. Ela se sente envergonhada, desejando sumir e se isolar. "Por quê isso está acontecendo comigo? Tantas vagabundas e eu fico doente namorando!" Ela se vê embaixo do cobertor. A bola está movendo muito devagar como num rio poluído. A garganta e o peito da paciente estão doendo. A velocidade da bola aumenta. A bola está diminuindo e o movimento da poluição aumentando. A paciente está de luto.


Semana que vem leia a continuação das sessões! 

Saturday, January 30, 2016

Terapia metafórica: A cobrinha ferida

Apresentação da paciente:
A paciente não confiava na sua capacidade de lidar com a vida. Ela sempre se sentia insegura e sozinha, não conseguia confiar nos seus pais e não se sentia apoiada. Ela era obrigada de se sair bem na escola e se sentia culpada quando não conseguia. Na escola ela sofria com insultos de professores que criticaram a sua personalidade quieta. A paciente passou um tempo no exterior. Quando ela voltou para Brasil, ela se sentiu muito oprimida pelo pai e obrigada a trabalhar numa profissão que desgosta. Insegura no seu tratalho e apavorada de cometer um erro, ela experimentou vários sintomas desagradáveis de ansiedade. No início do tratamento a paciente teve muito medo de acessar o seu inconsciente, sentindo que iria ser sobrecarregada pelas lembranças. Nas primeiras sessões conversamos sobre os seus sonhos vividos e construimos um laço de confiança o que a permitiu acessar suas lembranças de forma metafórica.

Fotografia de Jörg Garbers 


Transcrição de duas sessões metaforicas:
Primeira sessão 
A paciente visualiza um homem caindo dentro de um buraco, Ele tenta subir e transforma num monstro. Ele fica maior que o buraco. A paciente se sente flutuando. Uma pessoa com um saco na mão está coletando tudo, analisando os objetos, jogando os fora e queimando. Uma pessoa caminha na rua. A paciente se sente mal e suas mãos duras. Um homem fecha a sua boca e a estrangula. Um ser divino pega as suas mãos e outros puxam as suas pernas. Ela está transformando num arame. Pássaros estão sentados no arame. Eles a pintaram branco em cima e preto embaixo. O corpo não está encaixando direito. Ela tenta serrar as pernas para invertê-las, mas elas não encaixam mais. As pernas estão tortas. O preto está subindo, cobrindo o corpo todo. Tem pontos brancos. Ela arranca umas partes pretas, achando partes brancas embaixo. Tem uma cobrinha embaixo que está a observando.

Segunda sessão
A cobrinha está enrolada e confinada. De repente a cobrinha está esticada e morta. Alguém está segurando a cobrinha, a cortando como um troféu. A cobrinha está chorando, sendo jogada no lixo. A paciente se sente muito triste. Ela tenta juntar os pedaços, alisando a cobrinha no seu colo. Ela leva a cobrinha para uma cobra grande, pedindo curá-la. O homem reaparece. Ela o mata com muita raiva. A cobra grande a ensina juntar as partes, mas a paciente não sabe como. O homem, coberto de sangue, quer ajudar. Ele deita ao lado da cobrinha, se tornando um com ela. De repente a cobrinha está viva e feliz. A paciente pega a cobrinha e coloca uma coleira nela, levando a cobrinha para passeiar. A cobrinha não gosta. A paciente tenta pôr roupas na cobrinha, mas ela não gosta. A cobrinha fica braba e se esconde num buraco. A cobrinha não quer mais papo. A cabeça da cobrinha reaparece do buraco e ela se enrola envolta da paciente. A paciente gosta muito da cobrinha. Tudo está em paz.

Interpretação:
A cobrinha representa a parte mais instintiva da paciente. Ela me explicou que o homem na história é o seu pai. Somente o homem que destruiu a cobrinha pode curá-la. A cobrinha não quer ser adestrada, mas respeitada. A recuperação dos instintos é essencial para o processo da cura. É muito interessante observar o trabalho dos pacientes no nível metafórico. Frequentemente aparece um animal, quase um totem, representando a parte instintiva do paciente. No meu próximo post eu vou apresentar uma paciente que visualiza a sua parte instintiva como dragão.

Monday, December 28, 2015

Terapia metafórica: "A noiva triste"

Introdução:
A abordagem terapêutica metafórica está tratando os conflitos inconscientes do paciente na linguagem genuina do inconsciente. Essa linguagem conhecemos dos nossos sonhos. O terapeuta aplica estimulação bilateral enquanto o paciente segue as imagens, cores e símbolos que aparecem. O inconsciente toma a frente e digere os assuntos pendentes. Os leitores que acompanham as minhas publicações já mais tempo, devem lembrar da trilogia "Dançando com um vampiro". Através dessa trilogia o leitor ganhou uma impressão do processo metafórico. Nem sempre dá para entender essa linguagem forte sem limitações culturais, mas o leitor atento consegue entender como as cenas ficam mais pacíficas depois da descarga da raiva. Quando se trabalha diretamente no inconsciente, pode se surpreender com a intensidade dos impulsos. Surtos de violência, devorar o inimigo, vômito, defecação, transformação de aparência, monstros, anjos e demônios podem assustar um pouco. O inconsciente é uma parte antiga e primordial do ser humano. Precisamos compreender o seu jeito de processar conflitos sem condenar. Religião e cultura nos forçam a reprimir os nossos impulsos primordiais para possibilitar um convívio em sociedade. Pregadores nos dizem que temos que perdoar mesmo que ainda estamos fervendo de ódio. Observando meus pacientes que trabalham no nível metafórico totalmente livres de qualquer julgamento, cheguei na conclusão que para o inconsciente justiça é retribuição. Se foi torturado, o agressor precisa ser torturado. Na sociedade moderna o inconsciente vive frustrado porque não é permitido vingar-se. O abusador indo para prisão no fundo não satisfaz o inconsciente do abusado. Perdoar sem retribuição é praticamente impossível para o nosso inconsciente. E agora? Como resolver esse impasse? Na terapia metafórica o paciente é totalmente livre de convenções sociais. Nas sessões o paciente tem um espaço onde pode processar seus conflitos sem culpa ou julgamento até que as forças destrutivas perdem o seu poder. Forças construtivas ganham espaço trazendo beleza e paz. Vou apresentar em seguida um caso de uma paciente que ficou muito braba e triste com a festa do seu casamento que não saiu como planejado. Recomendo uma leitura sem preconceitos. Simplesmente se permite acompanhar o processamento do inconsciente sem repulsa ou julgamento, seguindo a mudança da destruição para organização e aceitação.  

Fotografia de Jörg Garbers

Transcrição de três sessões terapêuticas:

Primeira sessão 
A paciente vê tudo escuro quando acessa a lembrança da sua festa de casamento. Um cara está a insultando. É o cerimonial que ela contratou. Ela começa a  brigar com ele. A esposa do ceremonial aparece. A paciente arranca os braços dele. Ela vê água suja e o cara gigante que era responsável pela decoração. A paciente se sente muito mal. O cara a empurra contra uma estaca. Ela foge sangrando. Uma casa a suga para dentro. Parece uma concha. Ela se sente frustrada e impotente. Um caracol está saindo da concha. A paciente se vê saindo de um casulo, se sentindo forte. Ela tem braços, mas não tem pernas. Ela está ficando mais forte, transformando num monstro. Chorando ela se vê destruindo tudo. O decorador a persegue. Ele a chuta e a põe num saco. A paciente se sente impotente. O monstro continua com a destruição. Uma criança está chorando. Ter um casamento perfeito foi o seu sonho de criança. A criança está sofrendo. O decorador a enganou. Ela o devora por inteiro. Ela come o seu pênis e vomita em seguida. "Isso é nojento!" Ela come toda pele dele e vomita sangue e carne. O vômito escorre para dentro de uma boca-de-lobo. Está chovendo. A carne é lavada para dentro da boca-de-lobo. A paciente está frustrada e braba com Deus. Ela tentou fazer tudo certo, mas perdeu o controle. Deus deveria ter a alertado. Ela se vê em frente de um hotel, chorando. Ela põe fogo em tudo, desejando a morte de todos. Ela põe fogo no carro e mata todos. Ela só não mata Deus porque ela não consegue. Ela se esfaquea, se vendo sem braços e pernas, sangrando. Ela sente raiva do seu marido. Por motivos religiosos ela teve que casar para poder morar com ele. Ela queria o casamento perfeito sem gastar muito. Ela se vê se arrastando no chão, transformando primeiro em um e depois vários gorilas. Eles andam em direção do salão do casamento. Tem um muro invisível. Quando a paciente chega no salão, ela mata todos, levada pelo desejo de apagar a festa de casamento da sua memória. Ela está muito triste. Está chovendo muito. Ela chora muito. A raiva está misturada com tristeza. Ela grita:"Não, não!" Ela põe fogo nos seus convidados, queimando tudo. "Não faça isso!" Ela mata mais pessoas e transforma numa noiva. Seu vestido de noiva está rasgado e manchado de sangue. Ela atira em todos. Eles a chamam de assassina. Ela está chorando no escuro. As luminárias estão destruídas. O espírito da noiva está saindo do seu corpo, realizando o seu sonho de criança.

Segunda sessão 
Ela levanta do chão e destrói cada pequeno detalhe que ela detestou no seu casamento. Ela destrói tudo e mata para esquecer. A paciente está muito triste. "Por quê isso aconteceu?" Ela se sente impotente. Destruição não cura as suas feridas. Ela detestou o lugar e o destruiu. Ela precisa achar o lugar perfeito. Ela procura um lugar pacífico com um gramado bonito e árvores, em harmonia com a natureza. Tem detalhes demais. A paciente se dá conta que ela quis provar algo. Ela quis economizar dinheiro. Ela sente que a culpa foi de Deus. Deus poderia ter a alertado. Ela se sente muito mal e fala com Deus. Se foi somente sua culpa, é demais para aguentar. A paciente se sente morrendo. Ela tenta se matar. Ela não consegue se perdoar. Ela enfia uma faca na sua barriga. Vestida como noiva ela ressuscita. Ela sai do corpo da noiva como uma nova pessoa. Ela abraça Deus e pede perdão. O salão está intacto. Ela agradece e embarca num avião.

Terceira sessão 
A paciente está em pé no salão do casamento. Ela não toca em nada mesmo não gostando da decoração. "Deixe assim! Não dá para fazer mais nada!" O salão está vazio. Sem raiva ela olhá para os detalhes. "Eu fiz o melhor possível?" Ela sente que ela poderia ter feito melhor. Ela teve que resolver muitos problemas em cima da hora e ela conseguiu. Ela sente que fez o melhor possível considerando as circunstâncias. Erros aconteceram, mas não por falta de dedicação.

Conclusão:
A paciente trabalhou a sua raiva intensa, tristeza e frustração em relação à sua festa de casamento em três sessões de terapia metafórica. Processando seus sentimentos bloqueados, a paciente conseguiu perdoar a si mesmo, Deus, o decorador e outras pessoas envolvidas no evento. Gostaria destacar como a paciente processa seu sentimento de impotência, devorando o decorador. Freud descreve no seu livro "Totem e taboo" canibalismo como mecanismo primordial para absorver a força do inimigo. Na sua terceira sessão metafórica a paciente consegue aceitar a imperfeição do seu casamento, sabendo que ela fez o melhor possível considerando as circunstâncias.

Leitura recomendada:
Freud descreve nas suas obras "O mal estar na civilização" e "Totem e taboo" os mesmos impulsos primordiais observados em sessões metafóricas. Recomendo a leitura das obras de Freud e Jung para aprofundar o seu conhecimento sobre o inconsciente.