Monday, March 27, 2017

Terapia metafórica: "A viagem de Chihiro" (parte 1)

Apresentação da paciente:
A paciente adolescente me procurou por indicação da sua tia que estava muito preocupada com os conflitos presenciados entre a paciente e a sua mãe. A mãe era separada, apresentava características de TOC, superproteçao e controle exagerada. A paciente se ofendida com as perguntas inquisitoriais da mãe e explodia. Quando ela tentava se controlar, reprimindo a raiva, a paciente entrava em pânico, chorava, se aranhava, se mordia e soltava grunhidos, rindo histericamente. A paciente é muito criativa e desenha muito bem. No seu tratamento psicológico com EMDR-J ela logo conseguiu entrar no nível metafórico e trabalhar os seus conflitos inspirada no animé "A viagem de Chihiro". Com a autorização da paciente estou transcrevendo as nossas sessões de imagens vibrantes mostrando um caminho criativo de cura.

Ilustração: Duda Maria

Primeira sessão metafórica
A menina entra num parque. Na ponte ela encontra um espírito. A mãe tem medo de passar nesse trecho. A ponte vai até a casa. O espírito preto a embrulha numa bola preta. A mãe berra. O cenário muda. A menina entra no mar protegida pelo espírito. A mãe tem medo de água e berra: "Não chega perto do mar!" A menina entra num castelo. No castelo ela encontra meninos com quais se relacionou. Ela vê um menino em forma de dragão. Ela não quer falar com os meninos. A menina para em frente de um altar de cimento. O menino com qual se envolveu a leva para um quarto todo rosa. Ele está sem camisa. Alguém bate na porta. É a mãe. A janela está alta, a batida é forte. Ferrou! Eles saem e vão para o meio do mar. Eles estão flutuando e voando. Ele vai para uma outra direção. Eles se escondem atrás de pedras. Está vermelho em volta do castelo. Eles entram num subterrâneo e vão para a sala do Kamanchi. Tem caldeiras. Eles entram no fogo. Ela passa por um corredor sem o menino. Aparece uma mulher que a alerta que uma bruxa está atrás dela. A menina entra na sala da Jubaba e entra num buraco que vai para baixo. Ela está num chiqueiro onde ficam os desobedientes. De repente ela se encontra num milharal. Ela vê o azul do mar, em frente a civilização. Ela pula um precipício e volta. Embaixo está o mar. No milharal aparece um menino. O menino se transforma em dragão. A menina sobe nas costas do dragão. Tudo fica vermelho. O espírito preto os engole. Eles acabam saindo pelo olho do espírito. O monstro ainda está por perto. Eles estão atacando o gosma. Ela está coberta pela coisa preta. No mar passa um trilho com trem. O dragão volta para a forma humana e deita no trem. Ela tem medo no túnel e segura na mão dele. A paisagem é bonita. Depois de uma queda livre eles estão boiando na água. Ela segura na camisa dele e eles vão até o barro da margem. Uma trilha os leva de volta para o castelo. Tem um festival no castelo, uma festa para clientes. Eles estão numa casa de banhos. O menino a alcança uma toalha para se secar. Ela está com roupa bonita e tem que se apresentar. "Fazer o que para agradar?" Ela sente a necessidade de provar que não precisa de ninguém. Um outro menino aparece com a sua ex e a olha feio. Ela decide fazer um número com fogo, algo sensual, argolas misturadas com fogo. Ela olha para as pessoas, mas ninguém está impressionado. O dragão entra junto no número e domina o fogo com as mãos. Eles ficam impressionados. Tem monstros na plateia. O espetáculo acaba. Ela sai do palco e olha direto no olho dos meninos. Ela se sente sensual e dá um abraço no dragão. Jubaba quer vê-lá. Ela não quer e corre. Tudo está preto. Estão tentando lancá-la, mas ela escapa. O cara dos chás abre uma porta pequena e ela consegue sair. Ela tem que seguir, indo pela beirada até que chega em terra firme. Dois porcos estão rosnando, cobertos de sangue. O dragão aparece. Ela pula nas costas dele. O céu fica vermelho. Eles estão desviando dos monstros, indo bem rápidos. Eles atravessam o mar e chegam no túnel vermelho. Eles entram no túnel. Ainda tem coisas para acertar. Ela nada e mergulha, sai da água e entra num carro vermelho. Ela cai no chão seca. A estrada agora é de pedras. Ela passa um cemitério bonito e chega no asfalto, segurando uma sacola com pão e um bastão para se defender. Ela escala um poste e corre pelo fio, segurando sacola e bastão. Uma rua tranquila a leva até uma cidade grande. A paciente lembra de um outro filme. Ela lembra de Dubai. A cidade é colorida, embaixo a cidade é cinza e suja. Ela caminha na rua e encontra um senhor careca pedindo pão. Ela dá um pedaço bem grande. Ele divide o pão com a sua família. Ela corre rápido para evitar que outros também pedem. Ela chega num prédio bem decorado e colorido. É um prédio de executivos. A rua é sem saída. Ela se apoia no bastão e pula de telhado em telhado. O prédio se afasta. No telhado tem gatos pretos mascarados. Tem um corredor com uma parede vermelha, o céu com pôr-de-sol. Ela tenta encarar, mas dá uma recuada. Aparecem mutantes roxos atrás dela. Ela leva um soco, entra na casa, cai de um precipício no mar. O prédio desaparece. Ela se encontra no topo de um morro alto. Não tem como sair dali. Um buraco com elevador vai até o topo do morro. Uma toupeira recepcionista leva a paciente até um mundo subterrâneo. Ela se encontra no meio de uma rua larga em Tóquio. A toupeira dá um mapa e explica como chegar no prédio. Ela usa a mesma roupa como a menina do filme que ela lembrou. Ela achou o prédio, mas está desanimada. Ela entra no prédio. Tem um buffet, mas nada demais. Não tem companhia boa!

Leia mais na semana que vem! Vou transcrever a segunda sessão. Veja como a viagem continua!

Wednesday, March 22, 2017

The book "EMDR-J:A fast and profound therapeutic approach, Vol.2"

Presentation 
In the first chapter the author describes her therapeutic approach (EMDR-J) she developed over the years departing from EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) and integrating other techniques in order to create a fast and profound modified version.

In the second chapter the author presents transcripts of several EMDR-J sessions in order to give the reader an insight in the therapy process focusing on intra-uterine, transgenerational trauma and the use of brainspotting techniques.

In the third chapter the author presents two cases of transgenerational transmission of trauma (TTT) treated with EMDR-J. The transcripts of actual therapy sessions give an insight in the significance of the experiences of the patients’ ancestors.

In the fourth chapter the author presents two cases of post-traumatic stress treated with EMDR-J and quantum medicine in order to give the reader an insight in her work. These cases were also published in national quantum medicine conventions (CSTQ) in São Paulo, Brazil.

In the fifth chapter the author describes her metaphorical approach, a new and surprising part of EMDR-J, allowing highly creative patients to work through their conflicts in the genuine language of the subconscious.

In the sixth and last chapter the author opens the reader’s mind to philosophical considerations. The author presents a short version of an essay published in the theological journal “Vox scripturae” as part of her postgraduate formation.



Link to a free download:
https://www.dropbox.com/s/vylosqlmbar8f7u/EMDR-J.%20vol.2%20english.pdf?dl=0

Tuesday, March 21, 2017

Neurovit e Traumavit - uma dupla perfeita para o seu equilíbrio emocional!

Introdução
Hoje quero escrever um pouco sobre o benefício de dois quânticos que receito muito e fazem parte do meu trabalho com EMDR-J. Os acontecimentos traumáticos da vida deixam marcas no inconsciente das pessoas, desequilibram o emocional e o físico causando doenças. Essas marcas são cognitivas, emocionais e físicas manifestando-se através de sintomas. Neurovit e Traumavit são grandes aliados no meu trabalho de acessar e processar esses acontecimentos traumáticos. Eles aceleram o processo de cura e mantém o paciente estável durante o tratamento.



Neurovit e Traumavit

Neurovit é um modulador potente do emocional. Ele trabalha com a informação de lítio e ajuda muito em quadros de ansiedade, medo, explosividade, TPM, depressão, fibromialgia, psico-dermatoses e muitos outros problemas psicossomáticos. Recomendo o Neurovit para todos os meus pacientes para estabilizá-los durante o processo terapêutico que mexe muito com as emoções da pessoa.

Traumavit é um quântico que auxilia muito no acesso e processo de traumas. Quem passa por situações traumáticas deve usar esse produto para auxiliar no processar da situação e evitar a formação de traumas. Se já tiver trauma, Traumavit localiza o trauma e ajuda processa-lo. No meu consultório eu uso um método chamado EMDR-J, que elimina traumas. Sempre recomendo o uso de Traumavit para facilitar esse processo. Eu acho indispensável o uso de Neurovit se usar Traumavit. Por que? Traumavit pode acessar lembranças reprimidas como por exemplo lembranças de abuso. O uso de Neurovit vai trazer estabilidade emocional para o paciente para não se desequilibrar no processo de cura.

Conclusão
Recomendo o uso de Traumavit Gel (antes de dormir) para acessar e processar lembranças traumáticas associado a Neurovit Gel (2-3 vezes ao dia) para equilibrar o emocional da pessoa.


Monday, March 20, 2017

O livro "EMDR-J : Uma abordagem terapêutica rápida e profunda, Vol.2"

Apresentação 
Este livro é um mosaico do meu trabalho. No primeiro capítulo eu descrevo o meu método psicológico (EMDR-J), um método modificado de EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) que se adapta perfeitamente ao paciente. Elementos de brainspotting e TTT (transmissão de trauma transgeracional) foram integrados no método.

No segundo capítulo eu apresento transcrições de sessões com EMDR-J para dar uma idéia sobre o decorrer da terapia. Os transcritos abrangem a abordagem de um trauma intra-uterino, perinatal e o trauma da perda do pai.

No terceiro capítulo se encontram as transcrições das sessões de dois pacientes que apresentaram traumas transgeracionais. A abordagem da transmissão de traumas transgeracionais é um novo elemento de EMDR-J.

No quarto capítulo são apresentados dois casos clínicos de stress pós-traumático de pacientes que foram tratadas com EMDR-J e medicina quântica. Esse casos também foram publicados em congressos da medicina quântica (CSTQ) em São Paulo.

No quinto capítulo o foco está num caso em qual aparece a terapia metafórica, uma abordagem que faz parte de EMDR-J e se destina em primeiro lugar a pacientes altamente criativos.

E no sexto e último capítulo apresento um texto filosófico sobre o ato de conhecer entrando num diálogo com o „Princípio de Incerteza“ de Heisenberg.






Link para baixar o livro gratuitamente em formato de pdf:

https://www.dropbox.com/s/uc4x19v4r6uft8e/EMDR-J.%20vol.2%20portugues.pdf?dl=0


Sunday, March 12, 2017

Amigdalite: um tratamento quântico

Introdução:
As amígdalas fazem parte do nosso sistema imunológico e tem uma função fundamental na defesa do organismo. Infecções repetidas na garganta e amígdalas inflamadas podem ter um fundo emocional. Falas engasgadas e conflitos emocionais podem ser o pano de fundo de amigdalite. A Medicina tradicional trata amigdalite com antibióticos e se a inflamação for recorrente, a solução é cirúrgica.

Ilustração: Amigdalite 

Tratamento alternativo com Medicina quântica:
A medicina quântica propõe uma abordagem que reequilibra o organismo que foi desequilibrado por um invasor biológico ou emocional. Em vez de aleijar o sistema imunológico removendo as amígdalas ou desequilibrar o intestino com o uso de antibióticos, é mais benéfico equilibrar o organismo afetado.
Eu recomendo para os meus pacientes com amigdalite crônica o uso de Centralis para modular o emocional e Traumavit para dissolver conflitos inconscientes. Terapia com EMDR-J é um grande aliado na cura de conflitos emocionais. As amígdalas inflamadas podem ser tratados com Oxyflower Gel e Afinatum Gel. Numa amigdalite aguda os gels podem ser passadas de hora em hora no pescoço do lado da amígdala afetada. Analgesium Gel pode ser usado para controlar a dor.

Conclusão:
Com um tratamento combinado de EMDR-J e medicina quântica pacientes com amigdalite crônica conseguem processar conflitos emocionais que contribuiram para o desequilíbrio das amígdalas. O uso dos produtos da medicina quântica reequilibra e resgata as amígdalas de uma cirurgia invasiva que aleijaria o sistema imunológico sem considerar o pano de fundo emocional.

Monday, February 20, 2017

Todos sofrem ...

As causas do sofrimento:
O budismo explica que existem dois tipos de sofrimento. Sofrimentos inter­nos são aque­les que geral­men­te con­si­de­ra­mos parte de nós, como dor físi­ca, ansie­da­de, medo, ciúme, sus­pei­ta, raiva e assim por dian­te. Sofrimentos exter­nos são aque­les que pare­cem vir de fora, incluin­do vento, chuva, frio, calor, seca, ani­mais selvagens, catás­tro­fes natu­rais, guer­ras, cri­mes e assim por dian­te. Não é possí­vel evi­tar – nenhum dos dois tipos.



Como lidar com o sofrimento?
Se não dá para evitar o sofrimento, podemos nos perguntar o que ameniza e o que agrava o sofrimento. Conforme o budismo o apego agrava o sofrimento e o desapego o suaviza. Apego exagerado aos bens, à saúde, aos filhos, amigos e ao cônjuge causa uma dor terrível. Ambição e ansiedade são frutos do apego. Quem exercita o desapego não oferece resistência à perda e com isso se adapta mais fácil à nova situação. O cristianismo ensina ficar contente em qualquer circunstância, agradecendo mesmo em situações de dor. O pensamento é o mesmo: não oferecer resistência à situação mudada. A bíblia ensina que tem um tempo para tudo: nascer e morrer, plantar e arrancar, ganhar e perder.

A espiritualidade ajuda:
Independente da espiritualidade da pessoa, percebo na minha prática clínica, que as pessoas que conseguem aceitar a dor e a perda, achando consolo na sua fé, sofrem menos e se adaptam mais rápido à situação mudada. A revolta faz parte da condição humana e é uma reação natural à perda. Conseguir desapegar de bens e pessoas, agiliza o processo de luto e a readaptação. O apego exagerado prolonga o processo de luto e causa um luto patológico que pode durar décadas e até atingir a próxima geração. 

Sunday, February 12, 2017

Nada se cria, nada se perde ...

Introdução:
Faz anos que vejo os meus pacientes lutando com as questões existenciais da vida. A maioria da população vive no "automático". Trabalho, casa, trabalho, casa, lidando com os filho, o cônjuge, os parentes, festas, juntar dinheiro, comprar casa, comprar casa na praia, fazer inveja para os vizinhos ... sem um pensamento sobre o sentido da vida e as questões existenciais. Para onde vamos, de onde viemos, por que estamos aqui? Até que algo nos tira do "automático".


A desgraça nos tira do "automático":
Quando algo interrompe as nossas rotinas, paramos para pensar sobre a nossa vida. Nós nos questionamos se tudo faz sentido, se realmente nós queremos viver a vida dessa forma e nos perguntamos sobre a nossa finitude. No "automático" vivemos como se fosse para sempre, como se a morte não existisse. Doença e perdas de entes queridos quebram a redoma de invulnerabilidade que nos cercou até então: a ilusão que a desgraça só acontece com os outros. Nós nos vemos forçados a pensar sobre a nossa finitude. A morte assusta, é algo desconhecido. Até pessoas religiosas, que tem uma esperança de continuação, tem dificuldade de soltar os seus entes queridos na beira da morte. A vida tem fim ou simplesmente passamos por uma transformação quando chega a morte? Pelas leis da termodinâmica nada se cria e nada se perde, mas tudo se transforma.

Conclusão:
Acredito que a morte é transformação. Perdemos os corpos físicos, mas não perdemos a experiência. Não perdemos os relacionamentos que nós formamos. As experiências continuam vivos, guardados no coração daqueles que sobrevivem. Nós sobrevivemos na lembrança daqueles que foram tocados por nossas vidas. As pessoas que desencarnaram continuam vivos através das lembranças dentro do nosso inconsciente. Eles desencarnam e vem "morar" conosco. Através das memórias ninguém que marcou a nossa vida está perdido, mas guardado dentro dos nossos corações.